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O primeiro vídeo do YouTube

O YouTube pode ter nascido em 14 de fevereiro de 2005, mas o seu primeiro vídeo apareceu a 23 de abril de 2005, pouco mais de cinco anos atrás. Era este:

O rapaz no clipe – um dos fundadores do YouTube, Jawed Karim – faria alguma ideia do que estava a começar?
http://www.gizmodo.com.br/conteudo/o-primeiro-video-do-youtube
[Mashable via Huffington Post]

Cérebros, minhocas e chips de computadores são muito parecidos


A expressão “cérebro de minhoca” pode não ser tão fora da realidade assim. Uma pesquisa feita por uma equipe internacional de cientistas descobriu grandes similaridades entre o cérebro humano, o sistema nervoso de uma minhoca e os chips de computadores.

De acordo com Daniela Basset, uma das autoras do estudo, o cérebro sempre foi comparado com um chip de computador pelo fato de processar informação em um espaço físico. No entanto, a expressão sempre foi encarada como uma metáfora.

Os cientistas vindos dos Estados Unidos, Reino Unido e da Alemanha analisaram os princípios quantitativos que formam a organização do cérebro, dos chips de computador e do sistema nervoso das minhocas. Depois disso, eles examinaram como todos os sistemas funcionam em uma espécie de conjunto.
Eles descobriram que os três dividem duas propriedades básicas. Primeiro, o cérebro humano, o sistema nervoso da minhoca

É uma brincadeira que se sente no corpo

Lido no Blog PROPRIOCEPTIVIDADES

É uma brincadeira que se sente no corpo!
Estamos comprometidos com um sol que nos molda os genes de tal forma que esquecemos como aprendemos a mexer. Desenhamos as acções, de milésimo de segundo em milésimo de segundo, obliterando uma atmosfera originária de um Big Bang religioso e enriquecida com oportunidades de vida.

Sentimos a música num crescente ritmado pelo ir e voltar de um baloiço vestibulante que nos entontece e faz querer mais. muito mais. Somos beijados por uma humidade hormonal que nos percorre neurónios a uma velocidade estonteante e nos desafia a perceber de que matéria é feita uma corrida pelos pensamentos.

Crescemos, então, a pensar e a comparar a perfeição com que os nossos olhos descortinam as vontades de ser o que não somos. Num repente, tão lento quanto a pass

Criancinhas. Sobre a violência escolar

A Devida Comédia (Miguel Carvalho)
A criancinha quer Playstation. A gente dá.
A criancinha quer estrangular o gato. A gente deixa.
A criancinha berra porque não quer comer a sopa. A gente elimina-a da ementa e acaba tudo em festim de chocolate.
A criancinha quer bife e batatas fritas. Hambúrgueres muitos. Pizzas, umas tantas. Coca-Colas, às litradas. A gente olha para o lado e ela incha.
A criancinha quer camisola adidas e ténis nike. A gente dá porque a criancinha tem tanto direito como os colegas da escola e é perigoso ser diferente.
A criancinha quer ficar a ver televisão até tarde. A gente senta-a ao nosso lado no sofá e passa-lhe o comando.
A criancinha desata num berreiro no restaurante. A gente faz de

No limite da Ilusão

O que é a ilusão?
É um arrasto quando pensamos que estamos a voar.
Acaba por ser uma paulada do tempo que nos faz acordar e perceber que afinal não tínhamos nada.
Mas gostamos de ir até ao limite, puxando, exigindo, sonhando, querendo cada vez mais por nos dar satisfação mental e até carnal.
Deixamos que os sentidos se baralhem e que as sensações nos façam esquecer de nós dentro de nós.
Prendemo-nos a alguém para nos salvarmos e não para nos darmos.
Parece tudo fácil, demasiadamente fácil.
É um mundo onde muitos andam mas que poucos gostam porque no final encontram sempre um vazio e até o aumento da carência.
A ilusão funciona assim... na facilidade e na fraqueza humana.
E nós deixamo-nos ir como uma folha no vento, ela pensa que voa mas na verdade

Medo do medo

por Lya Luft

"Querendo ser politicamente corretos, estamos cometendo um triste engano, deformando histórias e até cantigas que fazem parte do nosso imaginário mais básico"

Tenho observado alguns esforços psicopedagógicos no sentido de tornar nossas crianças politicamente corretas - postura que muitas vezes nos transforma em seres tediosos, sem graça nem fervor. Contos de fadas, por exemplo, alimento da minha alma de criança, raiz de quase toda a minha obra adulta, sobretudo romances e contos, foram originalmente - dizem estudiosos -narrativas populares, orais, de povos muito antigos. Assim eles representavam e tentavam controlar seus medos e dúvidas, carentes das quase excessivas informações científicas de que hoje dispomos. Nascimento e morte, sexo, sol e lua, raios e trovões, o brotar das colheitas lhes pareciam misteriosos, portanto fascinantes.
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Desemprego entre licenciados e o Contrato de Confiança


A propósito do desenvolvimento do Anuário da Educação, publicação da responsabilidade da Castel S.A., efectuaram-me um rol de questões relativas ao desemprego entre jovens licenciados e ao Contrato de Confiança entre o Governo e os Reitores de algumas Universidades Portuguesas. Destaco alguns pontos, da minha intervenção:

“As elevadas taxas de desemprego são transversais a diversos sectores da sociedade portuguesa. O país atravessa um período conjectural preocupante, fruto de uma crise internacional que afectou, inúmeros países, um pouco por todo o Mundo, mas registe-se o esforço governamental que ficou patente pelo decréscimo dos valores de desemprego entre licenciados em 2008, antes desta crise “atacar” fortemente o sector produtivo nacional. (…) Portugal tem um défice na mentalidade empreendedora, sendo que a excessiva burocratização e a falta de oportunidades para a criação do próprio emprego

Escrevi na mão

Sentada na cama olho para a minha mão.
Viro-a e olho com atenção.
Vai ser ela que vai explorar desfiladeiros e encostas escondidas do teu corpo como uma deusa que descobre um santuário.
Vai ser ela que vai escrever palavras que precisas ler para te sentires pessoa de novo.
Vai ser ela que vai agarrar a tua mão quando chorares perdido sem forças.
Vai ser ela que vai cozinhar as iguarias que vais saborear em mim.
Vai ser ela que vai puxar-te para as nuvens onde eu habito e espalho gotas de alegria.
Vai ser ela que vai parar-te quando não tiveres a certeza se deves dizer aquela palavra.
Vai ser ela que vai moldar o tempo com que me constróis.
Vai ser ela que vai pedir que fiques sem desejares partir.
Vai ser ela que vai espalhar o teu molhar pelos corpos