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Ministério vai ter nova rede de comunicações para forças de segurança e Protecção Civil

O Ministério da Administração Interna (MAI) vai ser dotado de uma "rede de comunicações segura, integrada e totalmente capaz de suportar dados, voz e imagem", para uso das forças e serviços de segurança, Protecção Civil e outros organismos.

Nesse sentido, o Conselho de Ministros aprovou hoje uma resolução que autoriza a despesa inerente à celebração do contrato para o fornecimento, por cinco anos, dos serviços de acesso e conectividade para todos os sites do MAI, dos serviços de monitorização, suporte e manutenção, no âmbito da Rede Nacional de Segurança Interna (RNSI).

A despesa autorizada vai até ao montante máximo anual de 8.233.477,00 euros, ao que acrescem os custos de instalação inicial de cada site no montante global de 224.093,00 euros, segundo a resolução.

"O máximo anual constitui o montante a pagar após a implementação de toda a rede, o que deverá ocorrer apenas no decurso do segundo semestre de 2008, correspondendo a uma duplicação do actual número de instalações do MAI", indica a mesma resolução.

O texto aprovado em Conselho de Ministros explica que "a RNSI assegura ao MAI uma cobertura integral dos seus serviços - que ficam ligados na mesma rede, permitindo a partilha de informação de uma forma protegida numa rede privada virtual -, aumentando em sete vezes a actual largura de banda, com uma redução superior a 30 por cento do custo médio por site".

São eliminadas, assim, "as redundâncias de circuitos de comunicações" e são permitidas "comunicações sem custos entre os telefones fixos de todos os serviços e a redução de custos nos telefones móveis em comunicações internas e dos tarifários de comunicações de dados, móveis e fixas em resultado da sua negociação no âmbito do contrato quadro".

A RNSI "oferece ainda novas funcionalidades para os serviços, a disponibilização de sistemas de informação comuns, minimizando os riscos de falha dos sistemas de informação ou da rede, sendo um sistema indispensável para assegurar o cumprimento de tarefas do Estado na protecção de pessoas e bens e na manutenção da ordem, da segurança e da paz públicas", lê-se também na resolução.

TQ.

Lusa/Fim

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